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Rodoviários paralisam as atividades em protesto por aumento salarial

Rodoviários paralisam as atividades em protesto por aumento salarial O Terminal Rodoviário Engenheiro João Thomé, principal rodoviária de Fortaleza, amanhe...

Rodoviários paralisam as atividades em protesto por aumento salarial
Rodoviários paralisam as atividades em protesto por aumento salarial (Foto: Reprodução)

Rodoviários paralisam as atividades em protesto por aumento salarial O Terminal Rodoviário Engenheiro João Thomé, principal rodoviária de Fortaleza, amanheceu com menos ônibus nesta quarta-feira (24). Trabalhadores do transporte rodoviário intermunicipal e interestadual fazem uma paralisação para cobrar melhorias salariais. A manifestação afetou viagens e causou transtornos a passageiros, que foram pegos de surpresa. De acordo com a Guanabara, a paralisação foi encerrada ainda na manhã desta quarta, e as operações são retomadas ao longo do dia. Siga o canal do g1 Ceará no WhatsApp Segundo o Sindicato dos Trabalhadores nas Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros Intermunicipal e Interestadual do Estado do Ceará (Sinteti), o movimento começou após o fim das negociações da Campanha Salarial 2026 sem acordo entre a categoria e os empresários do setor. LEIA TAMBÉM: Jogo do Brasil na Copa, 24 de junho: veja o que abre e fecha em Fortaleza PIB do Ceará cresce 1,93% no primeiro trimestre de 2026 A mobilização teve concentração nas primeiras horas da manhã em frente à Empresa Guanabara. De acordo com o sindicato, a paralisação pode afetar parte da operação do transporte rodoviário intermunicipal e interestadual em Fortaleza e em outras regiões do Ceará, como o Cariri e o norte do estado. O protesto foi aprovado pelos trabalhadores depois que a categoria rejeitou a proposta apresentada pelas empresas durante as negociações. "Nos últimos meses, trabalhadores e representantes das empresas participaram de diversas mesas de negociação, reuniões técnicas e tratativas complementares na tentativa de construir uma solução consensual para a campanha salarial. Durante as discussões, o setor patronal apresentou inicialmente uma proposta de reajuste salarial de apenas 0,19%, posteriormente elevada para 0,89%. O percentual, no entanto, foi considerado insuficiente pelos trabalhadores diante das perdas acumuladas e das reivindicações da categoria. Após a última proposta, as empresas encerraram as negociações sem avanços", diz o sindicato. Ainda em nota, o sindicato afirmou que os trabalhadores seguem abertos ao diálogo e à mediação. A categoria defende a retomada das negociações para tentar chegar a uma proposta que atenda às reivindicações. Segundo apuração da TV Verdes Mares no local, cerca de 10 viagens foram impactadas pela paralisação. A empresa oferece reembolso ou remarcação da viagem. Em nota, a Expresso Guanabara informou que acompanha as negociações e disse que apresentou uma proposta de reajuste com base na reposição da inflação do período. "A empresa lamenta a paralisação realizada nesta quarta-feira, em Fortaleza, que impacta a operação e causa transtornos aos passageiros. A Expresso Guanabara reafirma o apelo para que as negociações avancem pelo diálogo e pelo bom senso, enquanto mantém suas equipes mobilizadas para minimizar os impactos e reorganizar a operação da forma mais ágil possível." Passageiros relatam prejuízos TV Verdes Mares foi ao local conversar com passageiros. Isaac Macedo/ Sistema Verdes Mares (SVM) Dezenas de passageiros aguardavam embarque quando foram avisados sobre a paralisação. Muitos disseram que foram surpreendidos e só souberam da situação ao chegar à rodoviária. "A gente gastou dinheiro para vim para cá. Tenho que ir trabalhar hoje. Estava indo para Camocim, são oito horas de viagem. Era para sair 7h em ponto. Eles só chegaram e falaram que os ônibus estão de greve. E tem gente que vai para mais longe. Como que a gente fica?!", disse uma passageira. Outra viajante contou que chegou por volta de 5h45 e embarcaria às 6h para Tianguá, no interior do Ceará. "Olhei para a plataforma e achei estranho não ter ônibus aqui. Eu tenho uma questão a mais. A minha mãe está doente. É uma emergência. Preciso ficar com ela." Uma terceira passageira, que tinha passagem comprada para Belém, no Pará, também foi surpreendida pela paralisação. "Fiquei sabendo há pouco tempo. Agora é esperar, não tem muito o que fazer. Se demorar muito, vou para casa", relatou. Assista aos vídeos mais vistos do Ceará: